top of page

Anúncios fraudulentos veiculados em redes sociais usam indevidamente a imagem de ministros do Supremo

Jornal Nacional - 03 de abril de 2024



Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro descobriram que imagens de ministros do STF - Supremo Tribunal Federal e do próprio Supremo têm sido usadas criminosamente em anúncios fraudulentos, veiculados em redes sociais.


Como distinguir um anúncio sério de um golpe nas redes sociais? Elas se tornaram um espaço onde fraudes de todo tipo se multiplicam. Qualquer um pode cair em uma armadilha. As fraudes não poupam nem os ministros da mais alta Corte do país.

A imagem do ministro do STF - Supremo Tribunal Federal Flávio Dino, por exemplo, foi usada indevidamente em um anúncio para supostamente vender um componente para computadores. É um anúncio fraudulento.


Está longe de ser o único. Pesquisadores do NetLab, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, identificaram 981 anúncios irregulares envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal e o próprio STF publicados nas redes sociais da empresa Meta - que controla o Facebook, o Instagram e o Threads.


Alexandre de Moraes circulou nas redes como se estivesse fazendo propaganda para um curso preparatório para concurso público. “Eles usam a credibilidade do ministro, tem uma credibilidade especialmente na área jurídica, para vender um curso de direito, como se esses ministros estivessem recomendando esses cursos, estivessem validando, e fosse preparado por esses ministros e não é", diz Marie Santini, diretora do Netlab, da UFRJ.


Além do uso não autorizado da imagem, o risco é cair em um golpe. No caso do anúncio que exibe indevidamente a imagem do ministro Flávio Dino, o usuário clica em um link e é direcionado a página que supostamente vende o equipamento. E ali mora o perigo. É onde são solicitados dados do consumidor - e essas informações podem ser usadas por golpistas.


O alcance dessas mensagens é enorme. As publicações analisadas com informações falsas foram vistas 8 milhões de vezes. O anunciante paga à plataforma para impulsionar e direcionar esses conteúdos. Por isso, de acordo pesquisadora da Netlab, as redes sociais precisam se co-responsabilizar por esses anúncios.

“A plataforma escolhe a audiência ideal, ela seleciona os usuários que vão ver os anúncios. Então, de alguma forma, a plataforma está participando da entrega e da escolha da audiência desses anúncios”, afirma Marie Santini.




O STF e o MJ em anúncios na Biblioteca da Meta
.pdf
Download PDF • 6.35MB




Comments


bottom of page