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PL das Fake News pode afetar resultados e ações das Big Techs?

Estadão - 11 de maio de 2023



As grandes empresas de tecnologia, as chamadas Big Techs, são um dos grupos que apresenta forte resistência ao PL das Fake News, em discussão no Congresso. O relatório do PL tem 111 páginas e estabelece a regulação para as plataformas digitais com mais de 10 milhões de usuários. Um dos objetos da proposta criminaliza a promoção e financiamento, por meio de conta automatizada, da divulgação em massa de mensagens que contenham fake news sobre eleição ou que possam causar danos à integridade física da vítima.


Além disso, a proposta inicial também obrigaria as Big Techs a pagarem empresas jornalísticas por conteúdos delas compartilhados nas plataformas. Para empresas como a Alphabet, dona do Google e do Youtube, e a Meta, dona de Facebook e Instagram, a publicidade representa uma parcela expressiva do seu lucro. Segundo o relatório enviado pela Meta à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, em 2022 aproximadamente 97% da sua receita veio da publicidade. No mesmo ano, o Google Advertising, serviço de publicidade da empresa, representou 80% das receitas da Alphabet.


E os brasileiros consomem muita publicidade digital. Um levantamento feito pela agência We Are Social em parceria com a empresa de soluções digitais Meltwater mostra que o Brasil ocupa o terceiro lugar em alcance de publicidade em plataformas como YouTube e Instagram, além da quarta posição em redes como Twitter e Facebook. Em 2022, foram investidos R$ 32,4 bilhões em publicidade digital no Brasil, diz a pesquisa Digital AdSpend 2022, feita pelo IAB Brasil em parceria com a Kantar IBOPE Media.


Não se sabe ao certo qual seria, para as plataformas, a implicação financeira de uma regulamentação sobre conteúdos. “O Brasil tem um mercado de publicidade digital de R$ 32,4 bilhões, que dá aproximadamente US$ 6,5 bilhões. É um mercado grande, mas do ponto de vista financeiro é aproximadamente 1% do mercado de publicidade digital global”, aponta Marcio Borges, pesquisador do NetLab, Laboratório de Estudos de Internet e Mídias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


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